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segunda-feira, 17 de maio de 2010

2001: A Space Odyssey

Há que amar 2001. É quase que obrigatório. Aliás, como todo o trabalho de Kubrick, que tive já a oportunidade de afirmar que foi e será sempre o melhor realizador norte-americano de sempre. Há nesta odisseia, parábola de ficção-científica, alegoria epo-lírica do universo, um alcance do inacessível mais inacessível do mais inacessível. Por outras palavras, não há palavras para descrever o que é sentir 2001, o que é viver o espaço de Kubrick. Aqui, vemos a desconstrução de toda uma humanidade nas circunstâncias mais inacreditáveis, o aceder a um prenúncio místico sobre um futuro misterioso, como o é e será sempre aquele pedaço de monólito. Lá reside o que de mais vital há sobre Tudo.

domingo, 16 de maio de 2010

Dr. Strangelove or: (vocês sabem...)

Stanley Kubrick foi o maior realizador norte-americano. Ponto final. Se na Suécia houve Bergman, ou na Rússia houve Tarkovsky, ou na Itália houve Fellini, nos EUA houve Kubrick. Esta obra-primíssima, uma dura crítica aos tempos da Guerra Fria, podia bem ser actualizada aos dias que correm (com um Obama e um Médio Oriente em guerra implícita), com uma personagem tão carismática a recordar-nos o que é o amor, essa estranha sensação. O filme encerra com Vera Lynn, a mais melodiosa e perfeita forma de acabar com um dos mais perfeitos filmes de sempre. E eu tenho a certeza de que Kubrick não pensaria duas vezes em retratar Maomé.