Porque neste blog se fala de cinema, vou começar a escrever outros posts que não sejam só sobre os filmes em específicos (opiniões, portanto), mas sobre a experiência que é viver o cinema, ou ir simplesmente a uma sala de cinema, ou a forma como este me marcou a vida, para o bem e para o mal. Lembrei-me da última vez que fui ao cinema, foi quando fui ver Les Herbes Folles, de Alain Resnais (gostei, vejam), e antes de iniciar o filme estava um gajo, sozinho e bonito, nos seus vinte a girar para os trinta, com pipocas e a mastigá-las como se quisesse testar a dureza dos seus molares. Pois bem, eu até que sou um simpático, nem reclamo, só mesmo quando vejo chavalos a gritarem e a falarem durante os filmes (aí é quase à chapada), nem liguei ao rapazinho. Tudo isto muito bem até quando chega uma mulher, 40, gorda, com uma saqueta do MCDONALDS, leram bem, do Mc, e se senta na fila detrás de nós os dois. A minha tolerância, ou se quisermos timidez, também não me permitiria falar com a falta de decência da senhora, não fosse o gajo que estava ao meu lado se virar para trás, agarrando as pipocas como se fosse o fim do mundo, e dizer: "Olhe lá, mas acha que isto é algum restaurante?". True story.
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segunda-feira, 17 de maio de 2010
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